As Cronicas do Condado das Nuvens

Capítulo 7 - parte II

Uma reviravolta de eventos

Com redobrada pressa, os aventureiros voltaram a Artebas mas haviam perdido por completo o rasto ao misterioso feiticeiro que havia derrotado Baltazar. A sua única escapatória consistia em apostar nos duelos dessa noite na tenda de Glaabu, o vidente. O ushemoi havia prometido dinheiro, objectos mágicos ou a resposta para um dos seus dilemas em troca de um combate feroz na sua arena sob o pretexto de atrair outros combatentes dispostos a enfrentar os seus gladiadores.

Nessa noite, os aventureiros defrontaram os gladiadores de Glaabu perante uma multidão expectante de violência. Kell fez as primeiras honras contra um gladiador possante, mas que provou ser um adversário inferior ao se deixar quase decapitar pela gadanha do herói, extasiando a multidão com o banho de sangue. Luvon enfrentou um combate balançado contra um guerreiro ushemoi igualmente ágil, conseguindo uma vitória marginal mas satisfatória. Agnar, contudo, viu-se perante um adversário com poderes ofensivos e defensivos superiores. As criaturas invocadas por Agnar não conseguiam afectar um mago capaz de voar e viu-se forçado a evadir fireballs enquanto o dano de flechas corrosivas o consumia lentamente. Perante a ameaça de perder o combate, Agnar cedeu à oferta tentadora da Cabeça de Athlantis e invocou o poder de Cthulhu, levando o seu oponente à insanidade e consumindo-o na sua magia.

O terrível espectáculo, cujo final se revelou tão constrangedor como hediondo, assustou parte da audiência para fora da arena. Glaabu, consternado pela actuação exageradamente violenta dos aventureiros e a perda de um dos seus magos (a morte de um gladiador não lhe causou grande transtorno), decidiu recompensar os aventureiros na esperança de nunca mais os ver. Pagou-lhes os combates, respondendo a três questões por resolver:

Quando Kell Datson perguntou como poderiam ressuscitar Surma Idríss, Glaabu respondeu:
“Em légua e meia o mal espreita, as suas águas escuras agitadas pela ignorância daqueles que caminharam sobre ela despertam de novo a ambição de um Mal Ancião sobre a Terra, e a Morte é a consequência adequada àqueles que não levaram ao fim as suas acções. Ao terminar o que começaram, em nome do senhor do amanhecer, constatarão que nenhum fio fica solto na Roda do Destino.”

Quando Agnar questionou Glaabu sobre a localização do telescópio, a resposta foi:
“Um viajante dos tempos antigos,
Um viajante que não deveria ser
Um artefacto do seu povo reclamou
E em breve nada o poderá deter.

Perto da casa da dama das Profundezas
Ergue-se outra com as folhas de Outono
Depressa! Sem honra, pelas sombras!
Antes que os Antigos reclamem o seu trono.

E não conheçam o vosso amanhã…"

Quando Luvon Rheiden perguntou onde se encontrava o principal culto de Cthulhu:
“Procurem junto dos filhos da nação de Nymbral"

Perplexos pelas respostas enigmáticas, os aventureiros regressaram à sua estalagem. Enquanto pernoitavam e pensavam no verdadeiro significado das premonições de Glaabu, um desconhecido arremessou uma pedra ao quarto onde Kell e Agnar se encontravam. Embrulhada na pedra estava uma curta mensagem, onde se lia “Encontrem-se comigo em Sertemos dentro de cinco noites”. Os seus melhores esforços não permitiram localizar o autor desta nota.

De manhã, os aventureiros dirigiram-se à Igreja de Pelor. No seu interior, um homem belo, imponente e de aspecto digno conversava com o Abade. Marta Pendelhaven identificou-o como sendo Roland Lawgiver, o actual regente de Artebas que, tal como o seu pai, recebeu os poderes de paladino em idade jovem. Reconhecendo o jovem regente como um agente das forças do bem, Agnar optou por abordá-lo na esperança de o convencer a intervir no culto de Cthulhu. Roland reagiu mal perante a abordagem de Agnar, em especial por lhe ter mostrado a cabeça decepada do padre de Cthulhu, que subitamente se tornou imóvel e não aparentava emitir qualquer tipo de aura maligna ou necromântica. Roland acusou os heróis de transportarem uma arma malévola consigo, a Grim Desire (que não havia mostrado previamente qualquer evidência de aura malévola) e ordenou a sua destruição imediata. Agnar e Marta Pendelhaven ficaram com a vaga suspeita de que as habilidades de Roland não coincidiam com as de um paladino normal, mas não souberam dizer propriamente o que estava errado. O abade de Pelor, contudo, mostrou-se bastante mais receptivo e aceitou em ressuscitar Surma, se os aventureiros se comprometessem a eliminar o mal residente em Legueia e lhes providenciasse os materiais necessários para tal.

Enquanto procuravam uma eventual localização do telescópio, o grupo de heróis ia procurando pistas. Agnar apercebeu-se da referência a uma igreja de Umberlee como “a Casa da senhora das Profundezas” e, mais tarde, a referência à Companhia da Folha Dourada. Certos agora de que o telescópio estaria altures em Artebas, restava procurar pela sua localização concreta na cidade. Custou-lhes caro obter a informação sobre a localização da igreja de Umberlee, dado que todos os marinheiros temiam represálias da senhora do mar, mas eventualmente encontraram alguem que, por uma quantia significativa de dinheiro, lhes revelou que o templo de Umberlee se localiza debaixo do mercado das docas de Artebas. Uma supervisão do local revelou um armazém da Companhia da Folha Dourada com bastante movimento, pelo que preferiram esperar pelo anoitecer antes de procurar pelo telescópio.

Pela calada da noite, os heróis aproximaram-se de novo do armazém da Companhia da Folha Dourada, cuja entrada principal se encontrava guardada por homens armados. Os aventureiros activaram uma armadilha que fez soar um alarme ao tentar entrar por uma porta traseira, alertando os guardas quanto à presença de intrusos. Seguiu-se uma batalha sangrenta entre os guardas da Companhia da Folha Dourada e os heróis. Enquanto o grupo mantinha os guardas a alguma distância, Kell Datson procurava avançar em direcção aos escritórios do armazém quando, ao arrombar uma porta, foi vítima de um violento ataque mágico vindo de uma criatura estranha com seis braços – tal como Agnar havia previsto. O Content Not Found: brooch-of-shielding que o grupo lhe havia comprado preveniu que Kell se vaporizasse.

A estranha criatura invocava magias potentes e parecia drenar energia de um estranho disco multicolor que uma das suas seis mãos segurava. Através da modelação do terreno cricundante, a criatura quase conseguiu suprimir o ataque dos aventureiros, mas Kell apercebeu-se da fraqueza da criatura e, aproveitando-se do facto de esta se encontrar num espaço fechado, avançou para combate corpo-a-corpo. A criatura caiu rapidamente no chão, mas o seu disco prismático explodiu após a morte do seu possessor e iniciou um incêncio no armazém.

O grupo apressou-se a tentar encontrar o telescópio, encontrando-o no andar superior do armazém. Entretanto, Lyra fez uma descoberta mais alarmante, nomeadamente a presença de vários barris cheios de óleo e Alchemist’s Fire na arrecadação principal. Mais rápidos que uma flecha, os aventureiros procuraram sair do armazém em chamas, mas depararam-se com uma multidão furiosa incitada por um dos mendigos que haviam encontrado dias antes pregando a religião de Jakk, o deus dos Mendigos.

Sem olhar para trás, o grupo foi forçado a fugir para salvar as suas vidas enquanto, ao fundo, o barulho dos sinos da milícia acudindo ao fogo apenas foi interrompido por uma explosão estrondosa…

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shaarlander

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