Teoria da Efemeridade Mágica

A teoria da efemeridade mágica descreve o desgaste de magias ou efeitos mágicos com um efeito supostamente permanente. Originalmente constatada pelas antigas civilizações élficas, o termo só foi oficialmente cunhado por Rysel, um falecido reitor da Academia Mágica do Reino da Estrela, através da frase chavão sucinta “nada é eterno, nem sequer a magia” .

Esta teoria controversa afirma que nenhum efeito mágico com um efeito prolongado ao longo do tempo é verdadeiramente permanente, mas tem sim um efeito extraordinariamente prolongado. A efemeridade mágica é apenas aplicável para efeitos mágicos que pretendem ser permanentes (ou persistentes), enquanto que efeitos como os de criação de itens e efeitos reproduzidos pela magia Wish , que são instantâneos por natureza, não estão contemplados por esta teoria. A teoria tem como base inúmeras observações, pareceres e registos antigos, em especial de armas mágicas arcaicas ou lugares de suposto poder arcano que eram referidos em textos antigos como sendo muito mais poderosos do que aquilo que de facto se constatava quando eram descobertos.

Rysel simplificou a teoria com um simples exemplo hipotético: “Considere-se um aprendiz de feiticeiro da raça humana, que aplica a magia Continual Flame num seixo, e que o conserva por toda a sua vida. À medida que as Primaveras passam, o feiticeiro nota que a luz do seu seixo se vai esbatendo muito lentamente até que, no final da sua vida, o humano arquimago constata que o seu seixo é apenas capaz de reproduzir a luz ténue da chama de uma vela, em vez da luz forte de uma tocha como outrora fazia.”

Inicialmente, esta teoria foi alvo de críticas ferozes pela comunidade mágica quanto à sua veracidade e aplicabilidade e, como tal foi editada e postulada posteriormente ao falecimento de Rysel. Existem de facto provas que algumas magias permanentes não perdem a sua intensidade de forma linear e outras, como artefactos, cujos poderes mágicos não decrescem ao longo do tempo. Na tentativa de correlacionar esta teoria com observações adicionais constatadas, os irmãos gnomos Wrick e Katson (ilustres membros da mesma academia) incluiram dois postulados nesta teoria:

  • Postulado de Wrick, ou teoria da proporcionalidade de perda: a quantidade de efeito mágico perdido num intervalo de tempo é tanto maior quanto o poder do seu efeito mágico
  • Postulado de Katson, ou teoria da desaceleração de perda: a perda de magia de um efeito mágico não é linear – à medida que o efeito diminui, a velocidade com que o efeito mágico desvanece tambem reduz.

Exemplos: se um seixo for encantado de forma a produzir a luz de uma tocha, produzirá a luz de uma tocha durante x tempo, a luz de uma vela durante 2x tempo, a luz de um fósforo durante 4x tempo e residuos luminescentes durante 8x tempo antes de perder completamente a sua luz. Se o mesmo seixo fosse inicialmente encantado de forma a produzir a luz de um sol, produziriria essa luz durante x/16, porque esse efeito é bastante mais poderoso.

Um teceiro postulado, puramente teórico, foi adicionado por A’ttannaton, o actual reitor da Academia de Magia do Reino da Estrela:

  • Postulado de A’ttanaton, ou teoria da sustentabilidade de efeito: um efeito mágico dito permanente pode regenerar ou manter os seus poderes indefenidamente, desde que providenciado com uma fonte de energia mágica.

A base do raciocínio de A’tannaton é o Staff of the Magi, que é capaz de converter magias de adversários em energia latente. Através do paradigma deste bastão, A’tannaton especula que uma quantidade de energia fornecida a um efeito ou objecto mágico o consiga tornar perpetuamente funcional, se o mesmo puder ser aplicado a outros artefactos e efeitos mágicos. Contudo, salvo excepções pontuais, este postulado é actualmente pouco mais que uma possibilidade teórica, pois a sua aplicação prática não se encontra ao alcance das habilidades de um mago normal.

Teoria da Efemeridade Mágica

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