As Cronicas do Condado das Nuvens

Interlúdio: a reconstrução da Torre

Construindo a sua nova base de operações

A comitiva de aliados e empregados por Sylvur consiste num total de cinco pessoas:

  • Malaquias, um ferreiro que depressa descobriram ser filho de Beck;
  • Dalila, uma halfling cozinheira e conselheira de Sylvur;
  • Gaunt, o guarda-costas pessoal de Sylvur;
  • Ore, um artesão gnomo. As habilidades de Ore na forja complementam as de Malaquias;
  • Nugget, uma acólita de Garl Glittergold.

Enquanto Malaquias e Ore examinaram a estrutura da Torre das Escamas de Pérola, Dalila entregou uma carta de Sylvur endereçada aos aventureiros, congratulando-os pelo seu excelente trabalho, estendendo as suas condolências relativas ao falecimento de Tyrion e explicitando as necessidades que a elfa tinha para acomodar todos os futuros residentes, bem como uma generosa quantia de 25000 moedas de ouro para concluir o trabalho dentro de 60 dias.

Enquanto a obras relativas à reconstrução da Torre aconteciam, os aventureiros foram contactados diversas vezes pelos indivíduos com os quais conviveram e ajudaram nos últimos dias:
- Carta da família Prisius, dirigida a Agnar, Kell e Surma.
- Carta de Beck, dirigida aos mesmos.
- Carta da Igreja de Jace, dirigida a Agnar.
- Carta da família Ídriss, dirigida a Surma.
- Uma encomenda de Ragadas, uma brestplate trabalhada em ferro e couro escurecido, com padrões embutidos em bronze representando uma estrela em chamas, bem como um elmo e grevas simples a condizer. Vinha com uma nota simples que dizia: “Com os melhores cumprimentos e agradecimentos do povo de Ragadas pelos serviços prestados”.
- Uma encomenda de Passagem do Grifo: um florete de lâmina simples e punho trabalhado com copo representando uma grande folha de videira e o punho elegante em forma de caules entrelaçados destinado a Surma. Juntamente com o florete está uma breve nota em letras simples: “Uma lâmina adequada a uma dama élfica; um dos meus melhores trabalhos com este tipo de arma. Sempre que precisarem, serei o vosso ferreiro. Grux, de Passagem do Grifo”

Outros rumores chegaram aos vossos ouvidos:

  • Rumores contam que a razão da milícia de Porto Novo ter bloqueado o acesso aos poços da vila foi o desaparecimento misterioso da água. Três semanas depois, Serracas ficou igualmente sem água da noite para o dia. Felizmente algum tempo chuvoso tem ajudado ao reabastecimento dos poços, mas não a um ritmo eficaz. As autoridades mantiveram-se-se silenciosas quanto a explicações.
  • Corre um estranho boato de que uma comitiva de aventureiros na vizinhança de Passagem do Grifo descobriu acidentalmente 39 esqueletos animados magicamente no interior do Kiln de Moncastro. Os esqueletos resistiram a uma tentativa de os erradicar, mas quando chegaram reforços ao local eles tinham misteriosamente desaparecido.
  • Está a chegar a altura da feira de artigos mágicos em Legueia. Apesar de este ano a data ainda não ter sido confirmada, uma vez por ano a vila expõe para venda ao público itens mágicos que deram à costa. Desconhece-se a origem destes itens mágicos, mas são na sua maioria relíquias de tempos anteriores disponíveis por “preço justo e amigável” para coleccionadores ou aventureiros.
  • A Companhia da Folha Dourada, uma empresa que realiza importações e exportações do Condado e dinamiza o comérico localmente, anunciou o financiamento oficial de aventureiros para missões a locais recônditos, Kilns e outras ruínas não exploradas.

A Torre chegou à conclusão das suas obras bem antes do tempo limite cedido por Sylvur. Impressionada com a qualidade do trabalho e eficácia demonstrados, Sylvur congratulou os aventureiros pelo seu trabalho e dedicação. As semanas seguintes correu lentamente, à medida que todos os novos habitantes da Torre começaram a criar uma rotina entre as suas actividades, treino, hobbies e lazer. O ponto de encontro de todos é geralmente ao jantar, a altura pela qual todos anseiam pelo convívio entre companheiros enquanto apreciam os deliciosos cozinhados de Dalila um bom copo de cidra, hidromel ou vinho élfico. Todos têm uma história para contar.

Uma surpresa agradável é que Sylvur se tornou uma patrona mais afável e disponível a contar parte da sua história, o que para um elfo significa um grande passo de confiança. A elfa contou que fez parte dos Sagrados durante muitos anos, mas uma zanga com a sua irmã Elanya afastou-a do grupo antes de terem partido em aventura para o Condado. Sylvur seguiu o seu caminho, viajando por terras estranhas e distantes onde conheceu os seus companheiros actuais. Ela salvou Gaunt de um ataque de monstros na sua terra natal distante quando este ainda era um bebé e criou-o desde então. Malaquias e Ore partilham com Sylvur a vantagem única de poder fazer itens mágicos, trabalhando para a dama como ferreiros, ourives e construtores. Nugget e Dalila apareceram noutros contextos, não tão bem esclarecidos, mas o afecto de Sylvur por eles é claramente evidente. Juntos, os cinco têm-se aventurado até a elfa ter recentemente recebido uma mensagem da sua irmã Elanya, agora a regente de Entre Lagos. Há magia forte desconhecida que pode ameaçar o condado e o reino e os seus poderes são precisos para um fim nobre.

Pondo de parte as suas diferenças, as duas irmãs reuniram-se de novo para investigar rumores de uma civilização perdida, chamada de Antigos, que residia nesta região séculos antes. Não se sabe muito acerca deles, embora se saiba que possuíam magia extremamente poderosa e estranha aos nossos olhos e deixaram imensos vestígios de estruturas – os Kilns, a maioria das ruínas que se encontram e a própria torre onde se encontram agora são vestígios desse povo. Restam, contudo, algumas zonas de magia particularmente intensa que guardam mistérios perturbantes.

Sylvur relembra a Teoria da Efemeridade Mágica, que refere que toda a magia perde intensidade ao longo do tempo, mesmo que seja em teoria permanente. Mas em algumas ruínas específicas, a sua magia sobreviveu à passagem de séculos e permaneceu mesmo quando deveria ter sido debelada ou extincta há séculos. Conhecem-se algumas destas localizações e alguns dos seus aparentes efeitos, mas desconhece-se o seu fim. Há até quem especule que os Ventos Tempestuosos são alterações climatéricas graves causadas por conflitos entre magia antiga, mas não há provas concretas que suportem isto.

Mais nenhum regente se preocupou em investigar magia antiga, mas divinações sucessivas falhadas levantam a suspeita de que algo maior estará escondido, e que toda a população pode estar sobre risco. Elanya está a trabalhar sozinha e sem o apoio dos outros regentes, pelo que convocou não só Sylvur mas outros magos para que cada um pudesse investigar e estudar separadamente cada local. A Sylvur foi confiado o Farol da Torre das Escamas de Pérola e a Ilha esquecida… uma espécie de adivinha embrulhada num mistério: ninguém consegue aproximar-se dela, ninguém consegue perceber o que há no seu topo, embora se saiba que está “algo” no seu topo.

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shaarlander

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