As Cronicas do Condado das Nuvens

Capítulo 4

A tomada da Torre das Escamas de Pérola

Agnar, Surma, Kell e Alice preparavam-se finalmente para deixar Minas Novas para trás em direcção a Porto Novo quando um caixeiro-viajante ferido pede ajuda aos aventureiros. Segundo a sua história, a carruagem onde ele seguia estava ao serviço da Companhia da Folha Dourada e transportava um cofre de Porto Novo para Cruzilhada foi atacada e saqueada por hobgoblins. Apesar de Surma ter ficado com a ideia que o caixeiro-viajante estaria a ocultar alguma informação, a promessa de dinheiro atraiu a atenção dos aventureiros.

Os destroços da carruagem estavam a uma hora de distância de Minas Novas. Ainda pouco tempo havia passado desde o ataque e o cheiro a sangue e morte havia atraído abutres e jaguares. Depois de os afugentar, procederam à investigação dos corpos e da carruagem, que não revelou nada de significativo: o que quer que houvesse de valor havia sido roubado pelos hobgoblins. Como os aventureiros não possuíam nenhum batedor experiente, depressa perderam o rasto do grupo de assaltantes, bem como a sua própria posição em relação à estrada. Enquanto procuravam retomar o caminho da estrada, a companhia deparou-se com um kiln, identificado por Alice como sendo o Kiln de Moncastro. Presumindo que os hobgoblins poderiam estar a utilizá-lo como refúgio, decidiram investigar o seu interior.

Os aventureiros não encontraram evidência de presença de hobgoblins no kiln, contudo o poço central continha um nível de água baixo, que permitia perceber que haviam túneis no seu interior. A investigação do poço revelou vários esqueletos no fundo do poço, bem como uma câmara inferior ao nível da água. O ar bafiento, isolado do exterior pelo nível de água, havia perservado uma série de frescos de aspecto antigo. As pinturas, de aspecto simplificado e estilizado representavam diversas paisagens rurais, com figuras humanóides a desempenhar tarefas do quotidiano, como agricultura ou vida em aldeias. Estavam representadas outras estruturas semelhantes a kilns, bem como montanhas. Mais ou menos a meio das paredes laterais, as figuras não estavam mais a fazer tarefas, mas sim a caminhar em direcção à parede detrás do altar, onde se encontrava uma figura com uma mão erguida, segurando algo que parecia brilhar. Diante da figura havia um poço de chamas por onde as figuras foram desenhadas a cair e, por debaixo das chamas, está uma figura enorme e disforme, com uma boca desmesuradamente grande directamente por debaixo do poço em chamas.

Na mesma câmara, em cima de um altar, repousava uma caveira, uma adaga de obsidiana e um amuleto de pedra com um símbolo que se assemelhava a um olho estilizado (e que mais tarde se veio constatar que era, de facto um Amulet of Natural Armor +1). Após manipular os objectos, Agnar activou uma alavanca por detrás do altar que terá despoletado um efeito mágico: o fundo do poço por onde tinham passado ficou repleto de chamas púrpura e os ossos no fundo do poço montaram-se em esqueletos, que entraram na câmara. tal aconteceu enquanto Kell e Alice exploravam outros túneis e ambos foram vítimas de um impulso para mergulharem no poço em chamas – se Kell não a tivesse impedido, Alice teria perecido ao desejo de morte.

Inconscientes do perigo que os seus aliados enfrentavam, e assustados pelos acontecimentos despoletados na sequência de uma simples investigação, Agnar e Surma saíram do poço, seguidos pelos esqueletos que adquiriram as chamas púrpura. Aparentemente os poderosos esqueletos obedeciam às ordens de Agnar e agiam em sua defesa, de facto a mão de Agnar emanava uma leve aura de necromancia. Temendo pelas consequências das suas acções, Agnar ordenou que os esqueletos ali permanecessem até saber o que fazer com eles. Demasiado transtornados pelos achados no Kiln de Moncastro, os aventureios não se recordaram mais do pedido de ajuda feito pelo caixeiro viajante… após respirar fundo, partiram em viagem em busca da estrada que os guiasse a Passagem do Grifo.

Em Passagem do Grifo a companhia aproveitou para renovar o seu equipamento. Num armeiro local, um half-orc de nome Grux, Kell adquiriu uma gadanha nova e Surma encomendou um novo rapier. Pernoitaram em casa de [[Salomão]], um viajante, cartógrafo e explorador que permite a pernoita de aventureiros na sua casa quando ele não se encontra lá. Ainda em passagem do grifo, Jakk manifestou-se pela primeira vez perante a companhia, onde culpabilizou aventureiros pela sua morte e agradeceu pelas suas acções crueis o terem elevado a deus. Como castigo, ele prometeu castiga-los sempre que não estivessem à espera – e desta vez fê-lo transformando parte do seu tesouro em ratos.

De mapa na mão, os aventureiros sabiam que Porto Novo estava cada vez mais próximo. A sua ansiedade e determinação em alcançar a [[Torre das Escamas de Pérola]] o mais depressa possível era cada vez maior quanto mais se aproximavam da costa. Serracas foi uma terra que apenas visitaram de passagem. Sabendo da existência de uma importante igreja de Pelor nesta vila, a companhia visitou o [[Abade Cristóvão]], o abade local. Ele explicou que o único sítio no condado onde poderiam contratar alguém com o poder para restaurar o andar a Beck seria numa das igrejas em Artebas.

Finalmente chegados a Porto Novo, a companhia deparou-se com uma pequena revolta civil, mas não tendo conseguido perceber o porquê da manifestação, limitaram-se a seguir caminho em direcção ao seu objectivo: a [[Torre das Escamas de Pérola]]. Percorreram um caminho de cabras, que se perdeu depois no meio dos bosques, a sua única referência para a estrutura era a falésia que seguia ao longo do mar. A caminho da Torre, a companhia sofreu nova emboscada por hobgoblins. Eles não conseguem matar todos os indivíduos, mas a magia de sono de Surma permite a captura de um, de onde retiram informação. Como esperavam, estes hobgoblins estavam sediados na torre, mas não se encontravam sob a liderança de Relgore. Em vez disso, a torre havia sido recentemente conquistada por por dois monstros, Skrom (um barhgest) e Licaste (uma green hag), que subjugaram os seus antigos ocupantes e planeavam usar a torre como base de operações para futuros ataques.

Perante a chegada à torre, dois dos cavalos dos aventureiros faleceram num poço camuflado. Após este revés, a “limpeza da torre” propriamente dita provou ser relativamente fácil e decorreu sem grandes incidentes. Licaste foi morta após tentar iludir os aventureiros sem sucesso e Skrom conseguiu fugir, embora gravemente ferido. Entre os espólios, salienta-se um anel mágico dos Antigos e um mapa antigo. Enquanto repousavam e respiravam fundo junto à praia na base da falésia, um grupo de hobgoblins abordou a companhia. O grupo, liderado pelo mesmo hobgoblin que tinha ferido Beck e colapsado a mina de Minas Novas, não tinha intenção de lutar – em vez disso a sua missão era passar uma mensagem de Relgore, relembrando os jogadores que os seus feitos não estavam esquecidos e que os aventureiros haveriam de perecer em breve pela sua mão. Escusado será dizer, os restantes cavalos desapareceram sem deixar rasto.

Após uma noite de sono solto, Sylvur apareceu, acompanhada dos seus ajudantes: um guerreiro de tez escurecida de nome Gaunt, um ferreiro de nome Malaquias, o casal de gnomos Nugget e Ore e uma velha cozinheira e conselheira halfling de nome Dalila. A elfa recompensou os aventureiros e oferecue-se para os contratar a longo prazo, incumbindo-os de reconstruir a torre para servir como a sua futura habitação.

Comments

shaarlander

I'm sorry, but we no longer support this web browser. Please upgrade your browser or install Chrome or Firefox to enjoy the full functionality of this site.