As Cronicas do Condado das Nuvens

Capítulo 2

O dilema de Minas Novas

A aventura continua com Kell, Agnar, Surma, Nagara e Alice a despedirem-se da cidade de Ragadas em direcção a Semeiras. Lopo, perante a insistência dos aventureiros em não se juntar à sua festa privada, havia prometido que na próxima vila seriam recebidos como reis…

… e assim o foi. Os aventureiros chegaram a Semeiras numa altura em que estavam a decorrer os preparativos finais para uma festa em sua honra. Grandes peças de caça foram cozinhadas e barris de cerveja foram abertos em sua honra numa festa ao ar livre. Álcool e comida fluiram alegremente por entre todos aqueles que desejavam jantar com os heróis de Ragadas. Uma série de jogos locais foram preparados para o entretimento do povo. Entre a festa encontrava-se Lever, um gnomo mercenário que por curiosidade (ou adivinhando uma oportunidade de lucro junto dos aventureiros) se juntou temporariamente aos aventureiros.

Kell procurava o conforto de uma menina saloia para passar a noite, enquanto Agnar e Nagara entraram numa competição amigável de bebida e Surma falava alegremente com Lever, Alice e habitantes locais. Surma, ganhou a noção de que a frequência e brutalidade dos ataques de hobgoblins tinha aumentado. Graças a uma bebida espirituosa local extraordinariamente forte, chamada de Buba Sagrada, Agnar fica inconsciente e Nagara extremamente embriagado. Enquanto namorava uma moça saloia numa zona da vila mais recatada, Kell apercebeu-se de um grupo de Hobgoblins a aproximar-se da aldeia e regressa a tempo de avisar a companhia.

A festa cessou com a entrada dos hobgoblins em Semeiras. O porta-voz do grupo declarou-se como sendo o arauto portador da palavra de Relgore, o chefe da sua tribo. O arauto transportava uma mensagem de guerra para os aventureiros, declarando-lhes uma guerra pessoal até à sua morte como pagamento pela morte do seu filho. Apesar do comportamento provocador dos hobgoblins, as suas intenções não pareciam ofensivas, mas uma troca suja de palavras despoletou o ataque entre os dois grupos, que quase custou a vida de Nagara. As baixas foram pesadas para os hobgoblins, sendo que apenas o arauto conseguiu escapar. O povo agradeceu aos aventureiros por terem protegido a aldeia, embora tenham ficado tristes pelo ambiente de festa ter sido arruinado.

Antes de partirem em viagem para Minas Novas, Agnar tentou procurar mais informação sobre a sua nova religião de Jace junto do clérigo local, que pertencia à religião de Palominus. Uma resposta menos simpática pela parte do clerigo desta religião levanta a suspeita de uma relação menos amigável entre os dois deuses.

A viagem para Minas Novas decorreu sem intercorrências relevantes. Esta pequena cidade mineira estava praticamente abandonada. Falando com alguns dos locais que decidiram permanecer aqui, ficaram a saber que tal se devia ao facto de todo o minério da maior mina local ter misteriosamente desaparecido sem deixar rasto. Outros referiam ainda uma maldição da Família Prisius, a família nobre que governa Minas Novas.

Enquanto procuravam um local para pernoitar, tomaram conhecimento através de Jacob Kranshup, o filho do condestável de Passagem do Lagarto, de que Maria Prisius (a filha de Mário Prisius, o regente de Minas Novas) havia desaparecido ha dois dias em circunstâncias estranhas. Jacob e Maria planeavam fugir e casar-se contra a vontade de Mário. A razão pela qual ele se opunha à união dos dois jovens enamorados era desconhecida. Em recompensa por descobrirem o paradeiro de Maria, os aventureiros negociaram com Jacob uma recompensa em cavalos, em vez de numerário.

O próximo passo da sua investigação levou-os à mansão bizarra onde a Família Prisius habitava. O guarda da família Beck abordou os aventureiros, questionando-os se viriam em socorro ao pedido de ajuda de Mário Prisius: o pai da desaparecida Maria havia colocado uma recompensa para quem encontrasse os restos mortais da jovem. Sempre prestável e educado, Mário recebeu os aventureiros enquanto lhes explicava as circunstâncias em que fazia um pedido tão bizarro: Maria havia desaparecido ha duas noites sem deixar rasto e o fantasma de Maria assombrava agora a mansão. Os serventes falavam em aparições da imagem de Maria, objectos que se moviam ou pegavam fogo. Mário intencionava procurar os restos mortais da sua filha e proporcionar-lhe um enterro decente para que a sua alma pudesse descansar em paz.

Enquanto Mário conversava com os aventureiros na sala de estar da sua mansão, fenómenos estranhos aconteceram: uma voz feminina abafada, copos de vidro começaram a cair e um candelabro acendeu-se espontâneamente. Agnar não conseguiu detectar nenhum tipo de magia utilizado para o efeito, mas os sentidos apurados de Surma permitiram-lhe detectar uma passagem secreta por detrás de um aparador. Talvez por terem simpatizado com Jacob, os aventureiros duvidaram da palavra de Mário – tinham a sensação de que este não estava a contar a verdade completa.

O passo que consideraram importante tomar de seguida foi a interrogação dos vários membros da Família Prisius. Foi fácil de perceber junto de Marco Prisius, um primo de Maria dramaturgo e com queda para a teatralidade, que Jacob e Maria estavam enamorados. Como Mário se opunha à relação, os dois jovens planeavam fugir para se puderem casar quando tal tragédia aconteceu. Mariana, a avó senil de Maria, não forneceu muita informação útil, mas deixou entender que na família corriam poderes sobrenaturais para além da magia. Osvaldo (o moço de estrebaria), contudo, deixou entender que Mário havia partilhado uma relação antiga com a mãe de Jacob logo a seguir à morte da mãe de Maria.

Era agora claro que Mário havia ocultado informação. Durante a noite, os aventureiros confrontaram Jacob com a possibilidade de Mário ter trancado a filha para evitar que esta se casasse com o seu meio-irmão. Jacob ficou desolado com a notícia. Durante a noite, os aventureiros arrombaram a passagem secreta às escondidas de Mário certos de queiriam encontrar Maria viva e, de facto ela lá estava, mas no momento em que conseguiram trazê-la para o exterior, Jacob estava às portas da mansão a bradar a Mário por uma justificação.

Vendo Maria no exterior juntamente com Jacob, Mário atacou de imediato os aventureiros pelos actos cometidos contra a sua vontade e a exposição do seu segredo. Os seus poderes, aparentemente de origem psíquica, superaram as habilidades dos jogadores, mas Jacob, Maria (também aparentemente dotada dos mesmos poderes que o pai) e a espada de Beck (enraivecido pelo seu mestre ter atentado contra a sua filha) prevaleceram perante Mário.

Agradecida, mas genuinamente amargurada pela morte do seu pai, Maria explicou que o pai havia lido a sua mente e descoberto as intenções do jovem casal fugir, anunciando-a como falecida e esperando com isso afastar Jacob. Em convalescência, Maria compensou os aventureiros com dinheiro e Jacob compensou os jogadores com cavalos e um item magico, um corvo de prata capaz de transportar mensagens breves. Lever achou que a recompensa não era suficiente e arrombou um cofre com os pertences do falecido Mário. Fiel à sua profissão como ladrão, o gnomo fugiu e ninguém mais soube do seu paradeiro.

Comments

Quem é o Osvaldo? “Osvaldo, contudo, deixou entender que Mário havia partilhado uma relação antiga com a mãe de Jacob logo a seguir à morte da mãe de Maria.”

Já agora, eu tenho a ideia que nós só conseguimos soltar a Maria depois de derrotar o Mário, apareceu foi uma imagem dela, tipo fantasma, quando estávamos a combater com ele, ou antes de começarmos a combater com ele.

Capítulo 2
 

My bad, Osvaldo é o moço de estrebaria. Mais info quando puser o link decente para a familia prisius, onde o vou colocar como “servo da família” (porque não é bem família).
A luta com o Mário Prisius era desigual no sentido em que ele estava acima do ECL da party. Nessa luta teriam de intervir pelo menos mais duas pessoas para equilibrar o combate, beck, jacob ou a maria. No final acabaram por intervir as três. Lembro-me disto precisamente porque a) deixei anotado, b) lembro-me de colocar a maria de fora da batalha a usar poderes contra o pai. No final ainda bem que o fiz.

Capítulo 2
 

MAs sim, foi uma projecção da imagem de Maria durante a noite, enquanto investigavam as cavalariças, que vos permitiu encontrar uma segunda passagem secreta por onde ela saiu (era numa box de cavalos que não parecia ser usada ha muito tempo).

Capítulo 2
shaarlander

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